sexta, 08 de outubro de 2021 - 10:41h
Amapá registrou 11 casos da Doença de Chagas até setembro deste ano
Registros foram confirmados pela Superintendência de Vigilância em Saúde (SVS) e são monitorados em conjunto com as prefeituras.
Por: Por: Nathanael Zahlouth .Colaboradores: Marcelo Guido
Em Porto Grande foi feito coleta nos animais.

Em 2021, o Governo do Estado registrou 11 pacientes confirmados com a Doença de Chagas até o mês de setembro - oito casos são do município de Macapá – os demais foram detectados em Santana, Porto Grande e Pedra Branca.

O Núcleo de Vigilância Ambiental da Superintendência de Vigilância em Saúde (SVS) monitora e investiga a situação.

Investigação de casos

Quando algum caso é registrado nos municípios, inicia-se a investigação através da coleta de amostras. Um dos primeiros passos do protocolo é a busca pela via de origem da contaminação.

O estágio seguinte consiste em orientar a população sobre o manuseio correto dos alimentos, incluindo o açaí.

Entre as medidas necessárias, estão: evitar o contato com o barbeiro (vetor da doença de Chagas) através do uso de inseticidas e repelentes; e notificar a vigilância sanitária municipal para os procedimentos de fiscalização.

No final do mês de setembro, em Porto Grande, houve registro de duas mortes de cães por doença de Chagas. A SVS investigou a situação enviando 18 amostras para o Laboratório Central do Amapá (Lacen).

As coletas foram extraídas dos animais e de cinco pessoas que estiveram em contato com eles.

Os cães testaram positivo para a doença, já nos humanos, nenhum caso foi confirmado.

Para todos os casos positivos, tanto em humanos como nos animais domésticos, é disponibilizado medicamento para tratamento de forma imediata.

"Existem casos confirmados em cães, no município de Porto Grande, mas todas as pessoas que tiveram contato com os animais foram testadas e monitoradas e deram negativo para Chagas", relatou Rackel Barroso, chefe da Vigilância Ambiental da SVS.

Transmissão

A Doença de Chagas é transmitida pelo inseto Triatomíneo (Barbeiro) contaminado, responsável pela transmissão do protozoário Trypanosoma Cruzi, causador da enfermidade.

Os principais sintomas incluem febre e inchaços. Caso não seja tratada, a doença pode causar insuficiência cardíaca.

Na região amazônica é mais comum que a transmissão se dê através da ingestão de material contaminado com triatomíneos (inseto vetor da doença de Chagas) infectados.

Além disso, o contato com as fezes, que podem estar presentes nas carnes cruas e/ou mal cozidas, também podem ser um foco de contaminação pela doença.

No norte do Brasil o açaí é muito consumido “in natura”, mas se não for processado de forma correta, pode ser uma fonte de infecção por ingestão. Outra maneira de contrair a doença é através do contato direto com o inseto, que pica a pessoa e deposita as fezes na ferida aberta.

A SVS recomenda que caso seja encontrado algum inseto do tipo barbeiro, as autoridades locais devem ser acionadas imediatamente para realizar a coleta e o envio do animal ao Lacen.

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